
Bem, tentarei eu escrever algum texto contínuo, tenho a probabilidade de falhar miseravelmente, todavia, também tenho, mesmo que ínfima, a probabilidade de obter... sucesso? não, não a tenho...
A JorNADA.
CAP 1 - "Prelúdio."
Numa noite qualquer, num dia qualquer, numa cidade comum, num mundo comum, numa época comum a nós todos (veja a data do post né gênio! ¬¬"), havia, também, uma pessoa comum com algumas idéias comuns e outras nem tanto.
Seu nome, Fernando. Sua idade? Não sei, ele não quis me revelar... Suas idéias? Estas serão o que preencherá estas linhas tortas daqui por diante.
CAP 2 - "Um homem, uma idéia, outra idéia, outra idéia..."
Ele, como qualquer outra pessoa comum, pensava.
Pensava em si mesmo, seus amigos, sua família, seus problemas... Enfim, como qualquer pessoa comum, tinha, também, seus dilemas.
Depois de muito pensar, veio a ele um outro pensamento: "Por que várias coisas que são, tecnicamente, parecidas têm significados distintos?".
E andou ele matutando sobre isso por todo o tempo (na realidade, alguns minutos), via bancos e bancos, via sextas e cestas, via 'vendo' e 'vendo'... Viu também o 'nada' e o 'nada'.
Parou e pensou: "Por que o que o peixe faz é morfologicamente igual a ausência de matéria ou mesmo de algo?".
CAP 3 - "O nada." [primeira pessoa]
Mas afinal, por que raios ambos os termos são iguais? Seria a humanidade tão deficiente ao ponto de depender sempre de catacreses? É, talvez sim.
Mas... Por que raios duas coisas tão diferentes possuem o mesmo 'nome'?
O peixe nada, eu não faço nada. Significaria que eu não pratico natação ou sequer sei me virar nas dependências de Netuno.
Mas... "Os homens destroem a natureza e para mudar isso o mundo não faz nada"... Esta frase, se o nada fosse o nada... O mundo deveria nadar para salvar a si próprio?
É tudo tão complexo!
Mas se o nada for o outro nada, todos os peixes são vagabundos?
Por que raios o nada tem que ser duas coisas tão distintas?
Que coisa! Não consigo mais pensar em "nada"!
CAP 4 - "O desejo."
Fernando, ainda atordoado com seu cérebro, desejava profundamente que ele conhecesse o nada para que ele finalmente pudesse se livrar dessas indagações sem sentido.
Subitamente, apareceu, ou melhor, desapareceu um trecho de seu quarto, como se a luz tivesse sido impedida de fazer o seu trabalho e dar cores às coisas.
As coisas iam sumin...[do]
O quarto estava p...[or desaparecer]
Tudo estava...[ escuro]
Gradat...[ivamente]
As c...[oisas iam]
D[esaparecendo]
CAP 5 - "Quem apagou as luzes?"
Fernando ficara apavorado com a situação.
"Ees-s-s-tou c-c-e-g-o-o ?"
"Cadê as coisas? Cadê meu quarto? Cadê tudo?!"
Tão apavorado ficou que não conseguia sequer pensar, sua mente havia esvaziado.
"Estou morrendo?"
"O que está acontecendo comigo?"
"Meu Deus! Está tudo perdido?"
Surge, então, uma retumbante voz:
"Não pense em nada, SINTA-O! Não era isso que querias? Infeliz! Nem o que quer sabe!"
CAP 6 - "Um tour pelo nada."
"Eu ando e nada vejo. Está tudo tão escuro!"
"Mexo as minhas mãos, não sinto nada. Qq-q-quer dizer, sinto. Mas... Ainda sim, é estranho..."
Girou, andou, pensou, pensou...
"Estranho..."
Se acalmou.
CAP 7 - "A resolução do herói!"
Começou a usar o cérebro.
"Espere! Se aqui é o nada, então por que eu estou andando? Não há superfície, não há atrito!"
"Hey! Se aqui é o nada, por que aquela voz chegou até mim? O som não se propaga pelo vácuo!"
CAP 8 - "Fuga!"
As luzes se acenderam!
Numa respiração ofegante, chega a mãe: "O que tem ele?! O que ele tem?!"
Uma mulher vestida de branco diz à mãe: "Seu filho! Ele acabou de sair do coma... El"
As lágrimas de felicidade enchiam a expressão de felicidade incomensurável da mãe.
De repente, ela percebeu que a mulher não havia acabado a frase.
As luzes se apagaram...
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