
Reflexões
Certo dia havia algumas lembranças, elas se materializaram e transformaram em materiais de culto à memória; culto ao passado, para ser mais exato.
Esses materiais tornaram-se com o tempo idolatrados, eram, de fato, reflexos do ser que os compusera. Continham sua vida.
O ser perdeu a sua essência e passou a adorá-los. Era humano afinal...
Mas, esses substantivos não tão concretos e nem tanto abstratos deixaram, fatalmente, de existir num dia.
O ser desesperara, sua fantasia... Desmistificara.
Bem, não era isso que queria escrever.
O que queria falar é na antigradação que acontece na vida, ao menos que parece. Antigradação?
Sim, um neologismo. Mais um neologismo criado por mim para exprimir coisas que vêm à minha cabeça.
A antigradação funciona assim: Sua vida começa perfeita e vai se deteriorando conjunturalmente. É denotada por um saudosismo doentio. Uma eterna nostalgia.
De repente, você nota que o que vivia era tão legal. E vê que o presente (de grego) não é bem assim.
É um mezzo-pessimismo. Um jeito não tão legal de se ver as coisas, um vício. Quiçá um dia me liberte disso.
Mas... Se puder alguns dias andar pelos dias passados de forma não passada, isso sim será realmente interessante, far-me-á feliz. E o fez!
Um dia típico de 2005/2006 com algumas mudanças, muitas. Mas precioso.
Will otimista? Não, só eufórico. Jajá volto eu a ver o mundo e ficar puto.
Até mais caro leitor. Provavelmente abandonará essa porcaria por eu ter destruído minha estilística inicial.
Ah merda! Deveria ter lançado heterônimos para flertar livremente com diversos estilos...
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