Acabei de obliterar um passado
Jogá-lo tão todo à lareira
Ustulá-lo então à fogueira
Esquecer-me do tão vil desgraçado!
Ano que se passara tão amargo
Mas que ainda merece lembranças
De sonhos, não desesperanças
Deste inútil desencargo...
Ano que acabara anteontem
Como a data ao sul vos mostra
Vem o autor aqui e a vós prostra
O fim do que está a cultuar...
É, ano que se passou
De ti espero as boas memórias
Poupe-me, oh sim, da escória
Que a minha mente ficou a impregnar!
É, ano que acabou...
Passe bem...
Longe de mim!
2 de janeiro de 2008
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