4 de abril de 2009

Tormento Recorrente

Pensamento recorrente que me consome,
Um eterno estado nada fictício:
Poeta infeliz consumido pelo vício;
Nisso minha existência se resume.

Pensares todos tristes, um tormento,
De ser aquele jovem dos escritos,
Ou mesmo diferente, tão maldito
Quanto o mais podre dos excrementos.

A mente toda confusa, sem direção,
Por um lado vigora o sentimento,
Resumido a um profundo desalento,
Por outro lado, a chama da razão.

De fato, só pode ser ilusão!
Como permitiria acontecer?
Envolver-se em tamanha aberração
Agora, resta ao imundo perecer!

Por que tal sentimento tão doente,
Preenche meu vazio interior;
Por que essa tentação recorrente
De criar e destruir o vil amor?

2 comentários:

Pedro Zambarda disse...

corrupção.

Camila da Mata disse...

Oba, até um ensaio aqui que eu ainda não li. :D

Lerei.
(Por ora, só havia vindo avisar - como disse que faria- que meu blog estará aberto novamente.)