Pensamento recorrente que me consome,
Um eterno estado nada fictício:
Poeta infeliz consumido pelo vício;
Nisso minha existência se resume.
Pensares todos tristes, um tormento,
De ser aquele jovem dos escritos,
Ou mesmo diferente, tão maldito
Quanto o mais podre dos excrementos.
A mente toda confusa, sem direção,
Por um lado vigora o sentimento,
Resumido a um profundo desalento,
Por outro lado, a chama da razão.
De fato, só pode ser ilusão!
Como permitiria acontecer?
Envolver-se em tamanha aberração
Agora, resta ao imundo perecer!
Por que tal sentimento tão doente,
Preenche meu vazio interior;
Por que essa tentação recorrente
De criar e destruir o vil amor?
4 de abril de 2009
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2 comentários:
corrupção.
Oba, até um ensaio aqui que eu ainda não li. :D
Lerei.
(Por ora, só havia vindo avisar - como disse que faria- que meu blog estará aberto novamente.)
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