9 de agosto de 2013

A folha branca e o marasmo

Data de quase dois anos que vim
Até aqui escrever qualquer porcaria.
Confesso: pensei que jamais faria,
Jamais voltaria a escrever, por mim.

Segundo, minuto, hora, dia, mês, ano...
Fim de ciclos, começos e recomeços...
O mundo piora enquanto eu apodreço
Também, afinal, sou'u reles ser humano.

Assim como a folha branca, vazio,
Nutrindo com a vontade um entrevero,
Co'a profunda estase eu me desespero.

Olho-me, imóvel, enquanto atrofio,
Arrependo-me, em vão, desapareço.
A vida vagabunda tem seu preço.

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