
Arco do Triunfo
Deveras que me é estranha a idéia de dissertar sobre o conhecidíssimo e parisiense Arco do Triunfo. Construção esta que foi feita em homenagem às vitórias do teimoso Napoleão Bonaparte. Mas, sinceramente, não é, de fato, sobre ela que quero eu dissertar.
Quero eu dissertar sobre o triunfo.
Triunfo? Pois sim! O triunfo da humanidade. O pensar.
Pensar este que é 'único' ao ser humano.
Único em duas formas:
-Segundo a ciência atual, consideram o homem como único animal com a plena capacidade de pensar;
-Todos sabemos que a premissa anterior é uma mentira, contudo, o pensar do homem demonstra-se único quanto ao seu ponto de convergência.
Analisando a primeira e presunçosa premisa, podemos constatar, é claro, que o homem não é definitivamente capaz de pensar; podemos também constatar que em muitas vezes quem é irracional não é o cachorro ou o gato, pois eles jamais destruiriam seus devidos habitats na alegação de 'construir' um mundo melhor.
Em relação à segunda afirmação, discorro, agora, com sua justificativa.
O homem, sabe-se lá por que, é demasiadamente egocêntrico. Um animal, que mesmo sabendo pensar, tenta, de fato, pensar tudo para seu lado, tornando o convívio humano similar ao conhecido princípio darwinista. Quando na realidade, pelo fato do homem pensar, ele deveria transcendê-lo e criar, de fato, uma sociedade justa.
Em sua tentativa de pensar tudo, acaba não pensando realmente nas conseqüências do que faz, afinal vai morrer logo e pouco importa o futuro.
O que importa para eles é que as coisas estejam pensas a seu favor...
Se o homem, de fato, consegue tanto pensar por que raios ele não consegue viver em harmonia com seus semelhantes?
Bem...
Contemplem o arco! O pensar do ser humano! Exibindo seu maior triunfo, a capacidade de se sujeitar a seus semelhantes e o pior de achar que isso é o correto... A capacidade de cumprir ordens sem pensar, pensando, é claro, para alguém que pensa em si somente.
O arco é torto como o ser humano. Seu triunfo não representa nada, como o pensar do ser humano que jamais existiu...
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