8 de maio de 2007

Virada Cultural I




Um dia e meio na rua, um ensaio e muitas outras coisas a se dizer (provavelmente parte I).

Pois é, àqueles que odeiam lirismo, dedico esse post (De cunho estritamente jornalístico? Nem tanto). Enfim, jornalístico.

Vim aqui comentar um pouco sobre a minha participação nesse evento memorável que teve o nome de 'Virada Cultural'. Eu confesso que pra mim foi uma verdadeira 'virada cultural'. Inicialmente porque eu comecei a ter apreço real pela arte/música brasileira. Não só a literatura.

Isso é fantástico! Eu quebrei um preconceito! Eu não consigo acreditar nisso, mas é veraz. Está aqui, diante de mim!

Bem, começou meu dia indo ai Ibira ver o Bode e o pessoal. Um fato importante a se relatar é aquele vaporizador. Como é fantástico! Parece gelo seco. Gelo seco! Gelo seco! Gelo seco...! Outro, é que eu descobri, pelo Rodrigo - Baiano -, qual o nome oficial da lendária música do Pernalonga. É: "Valsa #1 (Grande Valsa Brilhante) do Chopin". Não é fantástico? Para quem não souber qual a música, procure. Vale a pena! Enfim, foi bem divertido o Ibira.

De lá, fui direto ao 'Boulevard São João', no Anhangabaú. Cheguei aproximadamente mil e oitocentos segundos antes de começar a primeira apresentação. Encontrei algumas pessoas que eram do segundo quando entrei na Federal e outros amigos do técnico (Obrigado Guilherme pela garrafa de vinho xD). Assisti, primeiramente, a apresentação de 'Aguilar e Banda Performática'.

Aguilar e Banda Performática: Um som bizarro. Caótico. Medonho. Poesia. Música. Poesia e Música! Teatralidade. Experimentalismo! Nenhum esbanjo técnico, mas uma apresentação bem interessante. Para quem não esperava muita coisa confesso que fiquei bem surpreso com a performance dos caras. Fantástico!

Depois, ainda no Boulevard São João, fiquei esperando o show do Teatro Mágico enquanto aquilo lotava, lotava, lotava, lotava, as pessoas se espremiam! Estava pior que trem!

Teatro Mágico: Uma apresentação regada por tudo! Harmonicamente falando não é lá grande coisa, mas que jogos de palavras maravilhosos! Que coisas lindas! Que fantástico! O rapaz do Teatro dizia em suas músicas tudo que ele tinha como ideal de vida (ao menos o que disse em suas entrevistas que eu acompanhei). Ápice do show? Simples... "Preço do CD? Preço de pirata! Sabe quanto? Cinco reais! É isso aí! Se não der pra comprar baixe no site... Se não der mesmo assim? Pirateie! Pode piratear mesmo! A MÚSICA É LIVRE!". Rendeu-me algumas lágrimas...

Seguindo em minha jornada de quase 36 horas num sábado/domingo, fui andar por aí, queria achar alguém, havia me separado do pessoal do técnico. Encontrei Well e sua trupe perto do Teatro Municipal. Andamos por aí e... Fato curioso, eu tomei um vinho de Kiwi. Não tome! É horrível! Eu vi pessoas que não via há algum tempo. Foi legal. Depois, tomamos cada um nossos rumos, não iria ver Nação Zumbi. Fui ao Patrulha do Espaço.

Patrulha do Espaço: Eu confesso que não foi uma apresentação que me marcou tanto assim na virada. A guitarra, apesar de ser uma SG preta lindíssima, não tinha lá tanta coisa surreal. A banda era boa até, mas sei lá... Apesar de ter sido interessante conhecer finalmente a renomada Patrulha do Espaço (criada por Arnaldo Baptista).

Bem, de lá fiquei pra ver Made in Brazil.

Made in Brazil: Uma palavra resumiria essa apresentação: FODA! Eu não sei como descrever o que foi finalmente ver os caras do Made in Brazil. Começaram com um som bem blues sem vergonha... Usaram a harmonia de Muddy Waters para cantar uma música que ficou realmente boa. Uma apresentação bem informal no melhor sentido da coisa. Brincadeira pura! O verdadeiro prazer em tocar! Clímax? Final com apresentação com todos! Tinha o Serguei, o vocal do Casa das Máquinas - como aquele cara canta!!! -, outros dois guitarristas que viviam tocando com a banda cujos nomes eu não lembro agora, nossa... Sem palavras!

Depois do Made, estava quebrado. Já era de se esperar né? Fui andar por aí e encontrei, finalmente, parte do pessoal que havia combinado de andar na virada (Lau, Carlos, Conrado...). Parte foi à apresentação do Jards Macalé, parte não. Eu não fui. A parte que não foi, na qual eu me encontrava, decidiu por ir à praça da República sentar e descansar um pouco. Fica aqui a minha gratidão ao rapaz que trabalha no CEFET (eu não lembro o nome dele ^^"). Bem, de lá, fui ao Golpe de Estado.

Golpe de Estado: Não há palavras pra definir o quão boa foi a apresentação do Golpe. Guitarra pesada, músicas fodas! Sanguessugas com um ar de metal! O solo do Zimmer! Wow! Fora a técnica dos caras. Como disse um rapaz que se situava ao meu lado no show: "É o Deep Purple brasileiro!". CONTINUA...

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