2 de agosto de 2007

Omnicídio

Dobrada,
A esquina tenebrosa
Mostrava
A lâmina talentosa
Que trouxera inúmeras vitórias
Espada escarlate que zurziu a escória
Espada escarlate, sangüinária!
Cujo suco dos sulcos era sangue
Espada que trouxera à vida o langue
Espada cortara não só o mal pela raiz
Tu que tornaste o guerreiro infeliz
Agora crava seu coração

Escorre,
Pelo cavaleiro
O sangue
No momento derradeiro
Que trouxera inúmeras reflexões
Sangue que outrora custaria milhões
Agora escorre, rega o chão negro...
Chão pútrido que dele não nasce vida
Chão que sustenta uma existência arrependida
Existência que toda a vida do mundo ceifou
E que agora a morbidez do nada encontrou
Mais uma vez, banhada foi...

Sua última.

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