Noite qualquer como qualquer outra
O porvir de mais um não suntuoso dia
Um olhar atônito ao redor de melancolia
Tragava as idéias para um etéreo momento
Um viaduto, carros passando, um tormento
A gravidade querendo para si acolhê-lo
Como esse sentimento de maternidade é belo
Um movimento parabólico poderia acontecer...
Passava as mãos sobre o corrimão
Pensava que poderia findar a agonia
De respirar o ar e trepidar na pressão
Do dia-a-dia de constante letargia
Ao menos era o que vinha à sua mente
O que queria era apenas a complacência
De acordar, viver a noite e o dia
E não tremer sua alma na demência!
23 de setembro de 2007
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