Há momentos na vida em que olhamos
Para trás nos vemos e revemos
O passado: o que fomos; e o que somos
Bate à porta dos sentimentos uma nostalgia
Vêm à mente momentos - bobos - de alegria
Feitos notáveis, tão inócuos, mas infinitos!
Infinitos à nossa pífia perspectiva!
Ou eram, quando os realizamos...
Capazes de nos deixar com a falsa
Sensação de perfeita completude!
É, uma emoção de juventude
Que jamais voltara à grã valsa
Da vida que freqüentemente falhamos
A dançar numa pavorosa e parva tentativa
No presente triste que não mais é mito
O ser heróico e tosco que não mais imito
É em minha mente apenas uma lúgubre fantasia
O presente: o que somos; e o passado que fomos
Não passam de singelos momentos que vivemos
Duma vida amarga que contemplamos...
24 de dezembro de 2007
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