29 de outubro de 2007

Cegueira

Queria, quiçá, ser um cego
Para não te ver, não nego
E talvez melhor entender
Tudo que passa, ao não ver
Sua linda tez, expressões
Olhos brilhantes, fúlgidos...
Perfeitos!

Queria, talvez, entender direito
Enteder tudo que por aqui ocorre
Compreender por que minha alma morre
Por fim, vislumbrar para a vida um jeito
Este resto, este rejeito
Que atroz me persegue
Não que a existência negue,
Mas por que não ser liquefeito?

Por isso, pois sim ser um cego
Ver um mundo longe de aparências
Mirar um universo de egos
Mais próximo ao mundo das essências...

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