Agora aqui descrevo
Não apenas uma rosa
Nem tampouco a poderosa
Que o asfaltou perfurou
Mas sim uma rosa fria
Cinza, murcha, morta...
Que pelo asfalto fora coberta
Numa paisagem toda sem cores
Sem flores, sem rosas, sem azuis...
Sem nada!
Uma paisagem de nojo
Um vômito cinza que recobre cada centímetro
Duro como o concreto, pesado como a consciência
Daquele que sempre no mundo pensou...
E viu um dejeto mineral que cobriu toda uma vida
Não foi uma rosa que furou o asfalto,
Foi o áspero asfalto asfixiante asqueroso
Que ascendeu, acendeu a lâmpada da morte
Hasteou o símbolo do lixo!
26 de novembro de 2007
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