4 de novembro de 2007

Sombrinha...

Pálida à luz da lâmpada a sombrinha
Sobre o varal de roupas estendida
Como a rua por chuva guarnecida
Entre a janela e a casa da vizinha

Era nova, na chuva azeda e fria
Pelas gotinhas de água oxidada...
Era guarda entre nuvens agitadas
Que em horas mal fadadas não se abria!

Era amarela, o cabo trepidando...
Rubras hastes de ferrugem se abrindo...
Formas cruas da linha separando...

Não fujas de mim, meu objeto lindo!
Por ti - a grana que eu andei gastando
Pagaria o táxi de que estou saindo!

Sim, paródia ao grande Álvares Azevedo...

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