Amargo gosto de ícor
Que exprime das feridas expostas
Das letras, palavras vãs, compostas,
Escritas em tinta sem cor.
Palavras vãs sem valor
Que são sequer mencionadas;
Palavras cinzas, vis, desgraçadas
Que remetem sempre ao terror.
Pessoas que as proferem
Não sabem que gélidas ferem
Não sabem que com elas destroem
Como ratos que estruturas roem?
Mas o rato, por sua vez,
Roedor tênue, animal cortês,
Que apenas o faz para sobreviver...
Não é como o falastrão
Que fala muito, fala em vão
E deveria parar de viver...
2 de março de 2008
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