19 de março de 2008

Crepúsculo

Cinzas que caem perante o crepúsculo,
Pó de morte que chove no prelúdio
Sombrio que faz à vida e luz repúdio,
Alma que se desfaz em vil opúsculo.

Vida que outrora fora um ser minúsculo
Esvoaçante, esplendoroso inseto!
Artrópode que ao humano é desafeto
Que teve envenenado seu corpúsculo...

Pequeninote exoesqueleto
Tão imponente e ao veneno obsoleto,
Incapaz de impedir lúgubre sorte.

Percebe-se então a ânsia da vida
Por mais que se faça; causa perdida
A vida acaba, finda-se em morte.

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