Andar quatro horas no transporte,
Isto é, um sexto de dia
Não é da maior alegria
É de se pensar em má sorte...
Sorte esta que não vem e demora
E faz-me sim esperar:
Perecer, apodrecer, estragar...
Retornar à natureza de outrora.
Completar o ciclo do carbono,
Devolver a energia à natureza...
Que energia? Se o que sobra é a tibieza
Do não conseguir viver sem sono.
Por que tão baixo rendimento
Nesse motor que move a vontade?
Seria essa vulnerabilidade
Fruto de secreto aborrecimento?
Sabe-se lá...
11 de março de 2008
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