Quando o vil corpo rejeita a disposição
De mexer os dedos, avivar a composição,
Resta apenas o dilema-cadáver:
Aos vermes exsolver.
Muitos sonhos se fazem presentes,
Pouca realidade se faz vivente,
A vida agora é desnorteio,
A estadia num terrífico passeio...
Assiduidade no mundo em caráter semimorto
Cinzas no chão caem em queimaduras,
A essência da alma no ser se torna impura
Quando vê que ao mundo veio natimorto.
Parece que não passas de um zumbi
Cuja vida se desfez em podridão;
Caminhos a trilhar, todos em vão,
Já que inevitavelmente deixarás de existir!
Verme hediondo incapaz de coexistir
Dentre mundos diferentes e idéias!
Ficas estático como ante a ferropéia
Na obscura esperança de partir...
E nem sabes para onde.
14 de abril de 2008
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