Participei da quarta edição da Virada Cultural 2008. Na realidade, apesar de ser a quarta, é a minha segunda.
Desta vez, não houve balbúrdia com show de banda ruim de Rap e parece que tudo correu bem, à exceção da limpeza - já que o ser humano é imundo por natureza... Digamos que diversos lugares ficaram com o suave aroma de urina (e vômito) bem como abastados por uma infinidade de garrafas plásticas ou embalagens quaisquer de produtos quaisquer - já que somente a latinha de alumínio dá dinheiro e muita gente faz isso para sobreviver.
Bem, uma sumária descrição dos eventos dos quais participei:
O Terço: Na realidade, vi dois terços do Terço porque acabei por perder um terço chegando atrasado (esperando pessoas que se atrasaram no metrô, para dizer a verdade). Foi marcado por um rock 'old-school' com elementos progressivos interessantes, além de um guitarrista que estava com o braço quebrado e mesmo assim foi tocar. Começou com acústicos e terminou com o bom e velho rock and roll. Em suma: bonito de se ver.
Terreno Baldio: Se há alguma banda que era a incógnita da Virada - à minha perspectiva -, era esta. E que maravilhosa solução de sistema! A banda, que contava com a presença de Mozart Mello e um violinista cujo nome não me recordo, mostrou-se fantástica executando suas obras. Os músicos contavam com partituras (para quaisquer eventualidades!) e contaram com um repertório que possuía até músicas instrumentais. Em suma: a melhor surpresa.
Casa das Máquinas: Marcando o retorno da banda a São Paulo depois de tantos anos, a renascida banda contou com uma formação 'all-star'. Dentre os músicos, estavam: Netinho (baterista desde 1975), Marinho (irmão do Netinho e também baterista!), Sandro Haick (filho do Netinho e guitarrista), Mário Testoni (organista/tecladista desde 1975), Faíska (guitarra) e Andria Busic (baixista do Dr. Sin). Executaram clássicos da banda, não obstante terem tido muitos problemas com o som. Inicialmente o Hammond do Mário não estava amplificado, depois, a guitarra do Sandro ficou baixa. Mas, no final, como em qualquer conto de fadas, tudo ficou bem e a banda fez a melhor apresentação da Virada para o autor. Em suma: o clímax.
Harppia: A apresentação do Harppia foi marcada pela presença de membros de todas suas formações. Inicialmente contaram com a formação da qual não lembro, depois foram 'voltando no tempo', até chegarem à primeira formação com seus fundadores: Jack Santiago e Hélcio Aguirra. A banda que fez história no Heavy Metal nacional não deixou a desejar e mostrou o porquê de sua boa história. Ponto alto: Final com todos os músicos em palco cantando o clássico 'Salém'. Em suma: Metal, Joe!
Paul Di'Anno: Provavelmente o clímax do palco Rock - marcando recorde de público, muito provavelmente -, a performance, como era de se esperar, contou com seus clássicos dos primeiros álbuns do Iron Maiden (quando Paul participava). Mostrando-se ainda em forma (ao menos no vocal), Paul cantou clássicos como Phantom of Opera, Killers, Wrathchild... Também cantou coisas de sua banda e... Ramones. Em suma: Nenhuma surpresa (ok, Ramones foi!).
Mutantes: Contando com uma formação sem Arnaldo e Zélia, o Mutantes tocou seus clássicos e uma composição nova. O bis se deu com Panis et Circencis, que, por um acaso, foi tocado num festival no sentido Circencis da coisa... Uma apresentação boa, todavia o autor não esteve visualmente perto o bastante para ter mais atenção. Em suma: Mutantes, é Mutantes (mesmo sem o Arnaldo, resta saber se a qualidade se manterá nas composições...)!
Korzus: A banda de 25 anos mostrou porque existe a 25 anos fazendo o bom e velho Thrash Metal. Contou com a execução de diversas músicas de seu último álbum: Ties of Blood e algumas outras mais antigas - segundo o próprio vocal, Marcelo, da década de 90. Por um acaso, o Marcelo deu um exemplo magnífico que Thrash Metal não é música de pessoas sanguinárias acéfalas cumprimentando seus pais que assistiam ao show. Foi algo bem bonito de se ver numa banda de som relativamente pesado... Apesar do som embolado, houve um mega 'bate-cabeça' onde os lados esquerdo e direito da pista trocaram lugares. Em suma: Metal! E do bom!
Quanto à Virada, pode-se que concluir que em ano eleitoral, o já mega-evento fica maior... Quanto à programação, ficou fantástica e fica registrado aqui o encômio. Ainda acho que deveria haver algum lugar com água gratuita bem como alguns lugares oficiais com comida a um preço mais acessível... (Se bem que daí o Circencis se tornaria Panis et Circencis)...
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