De concreto o mundo feito se desfaz,
Cai átomo a átomo perspicaz,
Desaparece em meio à ofuscante sombra
Do relevo o relevar incessante assombra
Com o menor desvio de luz obscura.
Doença da humanidade, fado sem cura
Nascer enlaçado à sina destruidora,
Aliar-se à fé em natureza professora,
Preconizar o conceito em vias derradeiras,
Afinal, final é corolário da parte inteira.
Como podem teorizar o futuro,
Se hipotetizam em base com furos?
Como querem ser providos de concisão
Se o mínimo de lógica é em suas vidas precisão?
Natureza destruidora ou simplesmente
Cíclica...
5 de abril de 2008
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