
Momentos efêmeros de ódio I
Somos todos de merda. Somos os verdadeiros 'animais'. Escravos de nossos sentidos, falsos quanto a isso. Somos os que destroem. Somos os que põe em altar nossos semelhantes. Somos aqueles que nos dizemos o máximo, os pensantes, os que 'sabem que sabem'; não somos porra nenhuma disso. Somos aqueles que nunca nos perdemos, pois sempre estamos nos achando.
Somos seres fracos movidos a pressão. Sucumbimos à ela. A quem nos causa. A qualquer merda. Não temos senso real de vontade ou determinação. Somos todos escravos do mundo. Estamos sofrendo as conseqüências. Quem liga para as conseqüências? Somos tão pensadores, tão precavidos, que somos inconseqüêntes. Depois de fazer a merda, damos um 'jeitinho' e tudo acaba bem.
Acreditamos realmente na merda dos filmes que dizem que tudo acaba bem. Nada acaba bem e, no fluxo da situação, tudo acabará rápido.
Levantamos bandeiras, verdadeiros estandartes, contra isso, contra aquilo. No fim das contas fazemos igual.
Somos todos hipócritas.
Somos todos covardes, genuínos pusilânimes, deveríamos todos ser curvos, pois nos curvamos a tudo. Somos que nem o Visual Basic. Somos orientado a eventos.
Seguindo Lamarck, deveríamos ter boca enorme, membros superiores fracos, inferiores fortes (para correr); deveríamos, também, ter voz imponente, mas só a voz, coluna vertebral com grande capacidade de se entortar, pois sempre devemos nos curvar (correto?) às coisas. Ah sim, deveríamos ter, também, o orifício anal muito maior para ser proporcional ao tanto de merda que fazemos. Os membros superiores também serviriam para pisar. Talvez tomaríamos como nossa a forma do velociráptor.
Talvez seja ele o que mais se encaixe no futuro formato dos humanos. Curvo, irracional, vítima incontestável de reflexos condicionados, membros inferiores musculosos e velozes, membros superiores atrofiados e com um temperamento de poucos amigos. Afinal quem quer ser amigo de um monstro como esse? Hahaha.
Sem mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário