30 de março de 2007

Trem Fantasma - Parte I - Prelúdio




Trem Fantasma - Parte I - Prelúdio.

No proficiente reino de Doma vivia, também, um pequeno aspirante a soldado do exército.

Treinava ele todos os dias, para, finalmente, poder embainhar sua espada. Treinava arduamente, queria ser como o comandante Cyan - mestre na arte de luta com espadas.

Um detalhe curioso sobre o reino de Doma é que nele as espadas tinham um quê oriental. Eram elas todas katanas.

Os pais do jovem aspirante a soldado eram um camponês e uma camponesa. Viviam felizes no reino cercado de Doma e ajudavam a prover o reino de excelentíssimos pratos - não era como o reino feudal conhecido na nossa atualidade.

Todavia, num dia miserável, o Império, em sua sede pelo poder, resolve atacar Doma, mas falha miseravelmente perante a habilidade de Cyan.

O vil Kefka, a serviço do Império, envenena as águas dos afluentes da cidade. Todos na cidade morreram - com exceção a uma conhecida sobrevivência, a de Cyan. E, também, uma desconhecida sobrevivência a de nosso jovem aspirante a soldado.

Cyan deixa o castelo numa busca frenética pela vingança. Só isso lhe restava na vida. Seu dever, sua honra, sua família, sua vida. Tudo acabou! Perdeu o sentido.

O jovem, soluçante pela morte de sua família e amigos, não sabia mais o que da vida fazer. Resolveu, então, pegar uma arma restante no gélido castelo e sair adiante nesse mundo afora.

Não sabia ele muito bem lutar, mas todo seu árduo treino havia de ter lhe ensinado algo!

Enfim, seguiu, oculto, seu maior ídolo, rumo à ponte de Doma.

Chegou lá com um atraso. Num momento infortunado para o bravo Cyan. Todavia, quando pensou em fazer algo, chegaram o desconhecido monge Sabin e o obscuro ninja Shadow. Eles estavam portando máquinas um tanto absurdas. Elas exalavam raios de fogo, gelo e trovão. O jovem não podia se conter mediante a esta situação.

Os soldados caíram como palha ceifada!

Bateram eles, então, em retirada - afinal ninguém queria esperar pela próxima e mortal armada!

O jovem aproveitando a situação única que poderia passar pela ponte, resolveu continuar a seguir, de longe e escondido, os passos do ídolo.

Depois de uma quantidade incontável de passos, perceberam que não estavam mais nas estepes da região de Doma, mas sim numa floresta.

Anoiteceu, novamente, mas agora naquela floresta de aparência malevolente, coisas estranhas começaram a acontecer. Espíritos, espectros, punham-se a aparecer.

Maldita hora que escolheu o jovem para da quase companhia de Cyan se perder. Sozinho, naquela pavorosa floresta!

Seguia ele a passos cautelosos para nada o surpreender.

Sussuros, lamentos, gritos, de tudo se ouvia naquela floresta!

Quando abruptamente surgiu, em sua frente, um cavaleiro montado a um cavalo.

Ele, paralisado, sem saber o que fazer. Se dizia algo, se se escondia, o pavor o impedia de agir.

O cavaleiro com uma voz ríspida e sem pausas disse-lhe enquanto desembainhava sua espada: "O que faz aqui mortal? O que procuras é a morte? Se for, faço real teu desejo!".

- Não! Não é ela a quem procuro. Na realidade, procuro três homens que andam pela floresta também.

- Sei. Os vi, mas você não os verá mais. Tomaram consigo o Trem da Morte. Estão a ela consortes. Mhuahuahuahua!

- Maldito! Vou te mandar para o inferno!

- Calma garoto! Nada fiz! Olhe.

E o cavaleiro atravessa o garoto com a espada. Mas para seu total assombro, nada ocorreu.

- Não sou formado de matéria densa. Não sou sequer vivo. Sou um espírito que habita esta floresta. Na realidade, ela é uma floresta condenada. Todos que morreram vêm aqui tomar o trem.

- Trem?!

- Sim, o Trem da Morte. Ele o leva para o outro mundo depois de morto. Se continuares a vagar por aqui, brevemente o tomará também. Ah! Garoto. Conquistaste meu respeito, coisa que nenhum mortal havia conseguido. Andarei contigo até o final da floresta.

Seguiram então jovem e o fantasmagórico cavaleiro a andar pela floresta.

Chegaram, por fim, na plataforma do trem.

- Garoto, fico por aqui. Tome este trem, desça no próximo ponto.

- Mas, não é o trem dos mortos?!

- Ouça-me garoto!

O trem chegou...

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