5 de julho de 2007

Black Label Pt. 2 - O desfecho

Finalmente, Dalton alcançou o ladrão.

- Você poderia ter devolvido. Perdeu porque te alcancei, mas ainda sim insistiu em me golpear por nada...

Com um movimento brusco, Dalton pôde imobilizar a mão da faca do rapaz. Batia com tudo com ela contra a parede até que a faca caiu.

Dalton o golpeava com todo o ódio que estava consigo. De forma que miseravelmente o ladrão tentava se defender. Até que caiu no chão, próximo à faca.

O ladrão golperara novamente Dalton com sua faca, mas agora nas pernas.

- Cretino!

Desferiu um chute na boca do ladrão com seu sapato de bico fino. De forma que deformou parte da face do meliante. Depois, pisou à mão do ladrão e tomou a faca para si.

Você vai aprender agora o que me ensinaram a fazer no curso de processamento de carnes.

A palidez total cobrira a face do ladrão. Ele percebeu que seus últimos momentos estavam por vir.

Dalton o imobilizou e depois começou a perfurá-lo. Perfurou uma, duas, três... Perfurou o ladrão trinta e sete vezes.

- Isso a gente faz para o tempero pegar... Agora a carne tem que ser amaciada.

Começou a bater com a cabeça do ladrão na parede, no chão, em qualquer lugar que pudesse acertar. Ele não tinha mais quase como se mover devido ao estado em que estava. Mas tudo era calculado, Dalton sabia que não podia tirar a consciência dele.

- Não consegue se mexer?

Pegou uma pedra no chão, devia ela pesar uns quinze quilos. Segurava-na como se fosse pena, estava totalmente dominado pela adrenalina. Apoiou a faca na região da virilha do ladrão e começou a golpear. Uma, duas, três... Golpeou até que toda aquela estrutura fosse rompida. Havia amputado a perna esquerda do ladrão que urrava de dor. Mas por seu azar, o lugar que escolhera era bem isolado. Uma região industrial que ficava a quase um quilômetro da praça.

O rapaz numa última tentativa de sobrevivência tentou segurar a mão de Dalton, mas não tinha mais forças devido a todos aqueles golpes e o sangue que havia perdido.

- Você ainda acha que pode fazer algo comigo? Essa foi a carteira mais cara da sua vida. Na realidade, o que saiu caro foi você querer me matar por essa pouca bosta.

Dalton repetiu o 'procedimento' com a outra perna. Mas agora de forma menos raivosa. Agora ele encontrava-se sem a perna direita.

- Espero que você viva...

Depois, se distanciou, ensangüentado, e começou a respirar. Recobrar sua consciência lentamente. As coisas começaram a aparecer de uma forma mais social...

- O que foi que eu fiz?!

Gritou Dalton desesperado vendo a situação que se encontrava.

- Eu matei esse garoto por uma carteira!

- Meu braço, olha isso! Como foi acontecer?

Seu braço esquerdo estava todo dilacerado. Cortes por todas as regiões. Sua barriga apresentava outro corte, mas este não fora profundo - muito menos do que os 'cortes' que fizera no moleque.

- Ele está morto... O que eu faço agora? Preciso sair daqui, preciso atar meu braço. Mas... Não posso deixá-lo aqui!

Prendeu as pernas junto ao corpo e o levou até a praça. Tudo ocorreu bem, pois era mais de três horas da manhã. Chegando lá, o atirou perto de uma das extremidades e cuidou para jogar pedras em cima do corpo.

- Isso deve evitar transtornos futuros... Meu braço!

- Como eu fui fazer isso?! Ninguém poderá me ver...

Dalton pensava consigo:

- Isso jamais aconteceu. Isso jamais aconteceu. ISSO É UM SONHO! UM SONHO! NÃO PASSA DE UM HORRÍVEL SONHO!

- Eu não fiz isso, eu não fui assaltado, não aconteceu nada... Absolutamente! Jajá acordarei em meu quarto e perceberei que a situação não passara de um sono.

- Sou um covarde...

- Covarde? Mas nada aconteceu! Como seria eu um covarde?

- Como posso ser covarde se estou na rua de madrugada?

- Ridículo! É o que você é! Matou uma pessoa por nada!

Passou algum tempo enquanto Dalton dialogava consigo mesmo, num diálogo doentio, perturbado...

- Preciso sair daqui!

Andava a passos largos, qualquer sombra o assustava. Ouvia vozes... Gemidos, gritos, brados. Almas perdidas ou somente o peso da culpa? Provavelmente a segunda opção.

Dalton finalmente chegou à sua casa. Trancou as portas. Moveu móveis para bloquear o acesso externo.

- Eles não vão me pegar! Eles não vão me pegar...! Não vão! Não vão!

Pegou alguns de seus comprimidos cuja fórmula era obscura, pôs as roupas para queimar na lareira e a travou para não entrar fumaça dentro de casa. Depois, apenas virou o frasco, sem água nem nada.

Dalton acordou noutro dia...

- É fora apenas mais um sonho...


Devo postar novamente o primeiro trecho?

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