Não sei de fato se aqueles que compunham arte sobre infância - a arte pura, não a arte puta criada para imbecilizar criancinhas que vivem repetindo como zumbis músicas da Xuxa... - queriam de fato ressaltá-la.
Muito me intriga o fato de comporem tão somente para lembrarem a época. A hipótese que comecei a defender não é a fugacidade dos ultra-românticos como Casimiro de Abreu, mas sim uma lembrança terna daquela época da vida em que usualmente fora calma. Sem preocupações com coisas, aquela época de egoísmo aceitável.
A lembrança de uma época em que podia-se brincar sem medo da felicidade, sem a reprovação parental, sem a reprovação social... Que época mais bacana para se viver!
Tanto que essa época diria até áurea - ou ideologicamente áurea - da vida das pessoas é muito bem retratada pela música. As músicas direcionadas à infância sempre são carregadas com intenções calmas e relaxantes. Uma harmonia saudosa, mas alegre. Grande suavidade, algo que realmente nos transporta para épocas, mesmo que falsas, de uma infância alegre - sem esquecer a leda tristeza de tê-la deixado.
De fato que num mundo de vida tão corrida - onde o tempo que temos diariamente não é o bastante nem para os afazeres - a lembrança da calmaria da infância é deveras reconfortante. Outrora, ela pode ser revoltante também. Mas a revolta fica para outros posts.
Tenha um bom dia!
16 de julho de 2007
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