Cai a primeira gota d'água
Que mistura-se à quente brasa
Gota esta que destrói, arrasa
O calor se instaurara na frágua.
Dor penosa da temperatura,
O amargor do carbono
Que expulsara a doçura
Da ensolarada tarde de outono
Cai a segunda gota d'água
Esta que procura desfazer
O ardor das labaredas
Que trouxeram a mágoa
Que fizeram sofrer
Tornaram tarde d'outono azeda
23 de julho de 2007
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